Fazer exames, de rotina ou específicos, e entender seus resultados e as consequências para o seu corpo é essencial para manter sua saúde em um estado mais próximo possível do ideal.

Estar atenta aos níveis dos principais hormônios do seu corpo faz parte dos cuidados com a saúde para, assim, prevenir e detectar possíveis desequilíbrios que afetem sua fertilidade.

E aqui destacamos alguns exames hormonais realizados para investigar e diagnosticar irregularidades ou possíveis dificuldades para a fertilidade de pessoas com ovários, principalmente, as que desejam engravidar. A desregulação de alguns hormônios pode estar associada a problemas que causam a infertilidade feminina, como a ausência ou inadequação da ovulação.

Vamos conhecer juntas os hormônios importantes e que devem fazer parte do seu vocabulário ao buscar conhecimento e monitoramento da sua saúde reprodutiva!

HAM (ou AMH)

O HAM (Hormônio Antimülleriano)  é um hormônio produzido pelos folículos em crescimento ou com potencial, permitindo acompanhar a reserva ovariana. É comum que os níveis de HAM diminuam com a idade, principalmente após os 35 anos. Níveis baixos podem significar mais dificuldade para obter óvulos de qualidade em ciclos naturais e também menor resposta à estimulação ovariana em ciclos de congelamento de óvulos ou fertilização in vitro.

O autoexame do hormônio antimülleriano, por exemplo, mede a sua reserva ovariana comparativamente ao usual para pessoas da sua idade. Ele é a principal referência quando queremos entender a quantidade de óvulos que temos até uma diminuição mais contundente, a partir dos 35 anos.

FSH e LH

O hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH) atuam no amadurecimento e liberação do óvulo, sendo por meio deles que ocorre o crescimento do folículo – “bolsinha” que envolve o óvulo antes da ovulação. O FSH, quando produzido em níveis elevados, pode ser responsável por uma reserva ovariana mais baixa, insuficiência hormonal dos ovários ou falência ovariana.

TSH

O hormônio estimulante da tireoide (TSH) atua em conjunto com hormônios reprodutivos, como a progesterona, para garantir um funcionamento ideal dos ovários e também atua no amadurecimento dos óvulos. Quando apresenta desequilíbrios, como a produção excessiva de hormônios, conhecido como hipertireoidismo, ou insuficiente, como hipotireoidismo, ocorrem distúrbios na ovulação, prejudicando as chances de gravidez. 

Progesterona

É o hormônio responsável por regular o ciclo menstrual de pessoas com ovários, preparando o útero para eventualmente receber um óvulo fertilizado. É produzido no ovário na fase lútea – depois da ovulação. Quando a progesterona apresenta-se em níveis baixos no organismo, é possível diagnosticar problemas como ausência de ovulação ou insuficiência da fase lútea, o que impossibilita a implantação do embrião. 

Prolactina

Além de desempenhar um papel importante durante a amamentação, é um hormônio que atua diretamente nas chances de concepção. Os níveis de prolactina aumentam antes da menstruação e depois normalizam. Entretanto, quando apresenta níveis elevados, pode influenciar na fertilidade, provocando irregularidades menstruais e também na ausência de ovulação

 

Lembrando sempre que o acompanhamento de uma médica é fundamental para identificar fatores que possam estar interferindo no funcionamento do seu corpo e quais caminhos seguir. 


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